Amar
Eugenia Maria
Recentemente li um desses artigos científicos sobre uma gigantesca pesquisa para se saber até que ponto estamos, geneticamente, ligados uns aos outros.
É claro que o resultado era positivo: todos temos a mesma origem.
Também li outro artigo sobre um pesquisador que está lançando um livro para provar que raça não existe.
Seu trabalho é importante porque pretende enterrar de uma vez por todas um conceito criado pelo homem há quase 300 anos que dividiu a humanidade em diferentes tipos de indivíduos a partir da sua região, ou do seu continente.
Isso teria alimentado a escravidão de negros, o nazismo, o apartheid e tantas outras aberrações, mas muito antes, achando que um era mais importante que o outro, esse tipo de diferenciação também discriminava os povos, de acordo com suas tribos, gerando todo tipo de preconceito e perseguições.
Hoje sabemos que as diferenças estão em nós mesmos. Ninguém é igual ao outro, como ninguém é mais que o outro.
Se agora podemos provar, cientificamente, que raça não existe, que temos a mesma origem e que estamos ligados uns aos outros, é muito fácil compreender que a lei do amor, pregada por Jesus e outros mestres não é simplesmente perdoar e querer bem, mesmo aos que nos ofendem.
Amar não é ser bonzinho, é deixar de ser ignorante, é acima de tudo entender os mecanismos que fazem as pessoas solidárias se beneficiarem mais do que aos beneficiários dos seus gestos. É saber que o contrário também acontece, como com os egoístas que prejudicam mais o seu espírito e o seu corpo físico do que o daqueles de quem tiram o pouco que têm ou deixam de ajudar.
Estudo e reflexão são os melhores remédios para o corpo e para o espírito, para entendermos as diferenças e trabalharmos a união entre todas as pessoas, reforçando nossos laços de origem e despertando nossa divindade para o crescimento evolutivo.
Isso é amar.